Alfarae, quo vadis?

Alfarae, segas porcae, dixit cur tue bande…

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Um playmaker esloveno

Pavlin na sua melhor época de sempre

Pavlin na sua melhor época de sempre

Miran Pavlin está neste momento, aos 37 anos, a tentar desfazer uma carreira absolutamente mediana. Com 10 jornadas concluídas, Pavlin fez quatro golos e oito assistências na Prva Liga da Eslovénia. Miran está agora ao serviço do FC Luka Koper, clube que ocupa o topo da tabela com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado.

Abaixo um resumo da brilhante carreira do esloveno:

ÉPOCA DE PARA VALOR
09/10
NK Olimpija Ljubljana FC Luka Koper livre
05/06 APOEL Nikosia NK Olimpija Ljubljana livre
04/05
Olympiakos Nikosia APOEL Nikosia livre
03/04 NK Olimpija Ljubljana Olympiakos Nikosia livre
02/03
FC Porto NK Olimpija Ljubljana ?
00/01
SC Freiburg FC Porto 874.000 €
00/01
Karlsruher SC SC Freiburg
livre
99/00
SC Freiburg Karlsruher SC livre
97/98
Dynamo Dresden SC Freiburg livre
96/97
NK Olimpija Ljubljana Dynamo Dresden
livre


Recebemos ainda o relato de que após abandonar as Antas, Pavlin terá passado pelo futebol turco ao serviço do Samsunspor na condição de emprestado.

O que gosto em especial em Pavlin é não ter ficado em Portugal a rodar por clubes de meio da tabela para voltar a casa ao 35 anos, ou ficar por cá e montar o seu negócio. Pavlin assumiu que era mediano e partiu para casa. Coragem, que agora dá frutos. Pode ser que seja campeão – pelo Luka Koper.

Num futebol de lógica mercantilista, Miran Pavlin surge a provar que ainda se consegue fazer uma carreira quase inteira a custo zero.

Não fosse o FCP…

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Albânia rima com mediânia

AbazajEduard Agim Abazaj é para o retríssimo um nome sonante da mediania, que na década de 90, chegou a Portugal, para assinar pelo Benfica. Segundo o próprio Abazaj, nascido em Tirana na Albânia, a passagem pela Luz não foi mais inconsequente porque deixou o clube “por iniciativa própria”!

Fantástica esta capacidade de auto-exame que leva um albanês a pensar que é mediano demais para o Benfica da década de 90, que como se sabe foi a epítome da mediania.

Abazaj passa pelo Boavista e Académica antes de rumar ao Manchester City, clube que andava por estes anos no sobe e desce entre a Premier League e a First Division.

Quando o City decidiu ser clube da Premier, Abazaj decide que era mediano demais para aquelas paragens e volta a Coimbra para três épocas de luxo. Em 1999/2000 Abazaj atinge o fastígio da sua carreira: assina pelo Marialvas para duas épocas sem rasto. Abazaj decide então retornar a casa para demonstrar no http://www.ksshkumbini.com/ a sua mestria inconsequente.

Por estes dias poderá visitar Abazaj em Coimbra num bar com o seu nome. Os preços não são muito altos, são, erm, medianos.

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Um catedrático na mediania

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Cantatore na sua passagem por Portugal ficou ligado à lógica inconsequente e mediana do nosso futebol. Contratado para fazer esquecer Octávio Machado (que por seu lado não se esquece de nada ou ninguém), Don Vicente é aclamado por José Roquette como homem de credibilidade que restaurará a estabilidade em Alvalade. Passados poucos meses Cantatore desaparece de Portugal, sendo até hoje um dos treinadores que menos tempo teve para demonstrar os seus conhecimentos técnico-tácticos.

Fora de Portugal Don Vicente foi bastante popular no mundo hispânico, contabilizando passagens por Real Valladolid, Sevilla, Universidad Católica, Colo-Colo, Tenerife, Real Valladolid, Betis e Sporting de Gijón.

Cantatore, um treinador carismático lá fora, mediano cá dentro. Na foto, ao serviço do Bétis, com um look brilhante.

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A mediania no jornalismo desportivo

A mediania dos relvados tem reflexo na imprensa desportiva.

Ao invés de criticar abundantemente a falta de rigor táctico, o futebol frágil e desonesto, as duas faltas por minuto em cada partida, a imprensa desportiva, refém das vendas e dos interesses subterrâneos, escuda-se no finge-que-é-bom porque assim vende.

Na frente desta classificação, estará o jornal A Bola. Vocês sabem do que estamos a falar. Desde as contas de somar de todos os golos de Valdir antes de chegar ao Benfica e medianizar, passando pelos cinco golos, cinco (!), de Tote no primeiro treino na Luz, passando por “JVP=Melancia – verde por fora, vermelho por dentro”, o jornal do Bairro Alto, habituou-nos a viver numa realidade paralela só batida por J.J. Abrams em Lost.

Para hoje uma capa em homenagem à mediania que caracteriza a escolha de tema. Reparem que o jornal assume a responsabilidade de trazer um reforço para o SL Benfica…

Se tiverem outras capas, é favor partilhar.

Porque a mediania não está em segredo de justiça.

Sonhos que acabaram em pesadelo

Sonhos que acabaram em pesadelo

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Um camarão retríssimo

Natural de Yaoundé, Camarões, Jean-Jacques Missé-Missé (JJMM), foi descoberto para a mediana nacional por Robert Waseige para suceder ao Caicedo dos anos 90, Ahmed Ouatarra.

Como se pede a um verdadeiro mediano que se preze a ser biografado neste site, JJMM não marcou um único golo.

Consta que o Sporting terá sido o clube mais conhecido de todos os que representou antes de desaparecer na bruma ludopédica.

Começou nessa verdadeira referência do futebol camaronês,Union Sportive Douala, conseguiu visto para jogar na Bélgica no Mechelen, donde é transferido para o Charleroi, conseguindo assinar com os leões para vir ver Lisboa. Depois de devidamente medianizado pelo nosso futebol, JJMM visita a Turquia no Trabzonspor, a Escócia no Dundee United, Inglaterra no Chesterfield, Grécia no Ethnikos Pireus, França no La Louvière, regressando à Bélgica onde visita o Oostende acabando no seu Mechelen.

JJMM, um europetrotter de uma mediania indecente.

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Um verdadeiro pioneiro do estilo "cabelo ridículo,…

Um verdadeiro pioneiro do estilo “cabelo ridículo, estilo nulo, futebol mediano” veio da Holanda a Portugal para tentar uma pré-reforma no Benfica.

Após 8 épocas no Feyenoord decide promover o seu portfolio futebolístico em Lisboa.

Em 16 jogos realizados nem um golo. Nada de especial. Nem uma finta, nem um cruzamento. Mediania total.

Como o fracasso foi gritante, Gaston Taument, natural de Den Haag, muda-se para a vizinha Bélgica para representar o ex-gigante “somos os maiores da Europa, ou já fomos não me lembro bem” Royal Sporting Club Anderlecht onde o excessivo medianismo custa-lhe a permanência.

O OFI (Omilos Filathlon Hrakleiou) de Creta decide oferecer-lhe uma segunda chance de reforma medianística e Gaston prova que gosta de falhar. É altura de mudar de ares e terminar a carreira em duas medianas épocas no SK Rapid Wien. No final de 2002 está reformado e meia Europa chora o fim de tamanha carreira.

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Kmet – o cometa

A carreira de Kmet em Portugal fica marcada pelo seu total absentismo na prática do futebol.

Ausente de idéias, conceitos futebolísticos e passes de jeito, Julián Kmet veio com o seu colega Aldo Pedro Duscher treinar às ordens de Mirko Jozic. Assim que Mirko os conhece, percebe que um é mediano. Esse era Julián, claro.

Veio do Lanús, voltou para o Lanús. Passa para o Nueva Chicago, é emprestado ao Estudiantes, enquanto o primeiro o vende ao Newell’s que o vende ao Nueva Chicago. Confuso? A carreira de Kmet ilustra o seu futebol.

Depois vai jogar para o estádio Diego Armando Maradona, pelo Argentino Juniors. Uma época chega para ser levado para o Club Atlético Gimnasia y Esgrima de Jujuy onde se encontra a fazer dupla de ataque com Mario Turdó. Turdó, outra nulidade no panorama europeu, marcou um golo ao Benfica quando jogava pelo Celta de Vigo.

Sim, foi esse jogo.

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Até dá Pena

Renivaldo Pereira de Jesus é um jogador especial.

Especial porque ficará sempre associado a Mário Jardel. Não pela fama de goleador. Nem pela fama de boémio. Tão só porque foi o homem que o FC Porto escolheu para substituir Jardel.

Fernando Santos dá o aval para super-Mário sair, dizendo que prefere uma equipa a um jogador. Por isso agora está no SL Benfica, onde prefere Simão a uma equipa. Adiante.

Pena chega e farta-se de marcar. Sem pena dos adversários estabelece um número imparável de partidas sempre a marcar. Até que para pena nossa, a sua carreira começa a medianizar. Logo ali, no momento chave…

Pena esperou por vir para Portugal para começar a medianizar a sério. Não o fez no Serrano da Bahia ou no Conquista (também da Bahia). Nem quando se mudou para São Paulo para representar o Rio Branco Esporte Clube, ou um Esporte Clube Paraguaçuense, ou até um Ceará Sporting Club. Todos estes clubes estaria sequiosos de mediana. Mas não, Pena não o oferece. O Palmeiras pensa que ele é goleador e contrata-o. Empresta-o a um clube europeu que o pensa catapultar para a mediania, o Grasshoper Club Zurich. Dispensado, volta ao Verdão donde é europeanizado para o FC Porto. E assim sim, decide medianizar. Depois de fazer perder a paciência a quem queria ver golos em vez de bolas desperdiçadas, Pena tem chances em Portugal no SC Braga e SC Marítimo (ambas após prolífico empréstimo ao Racing Club de Strasbourg). Recambiado para a sua terra natal ainda tenta marcar golos em clubes de nomeada, como o Botafogo de Futebol e Regatas e o Paulista FC, mas finalmente aparece um clube que o compreende e sabe do que Pena precisa. Um clube que tem o que Pena precisa.

Actualmente Pena dá o seu melhor no Confiança de Aracaju. O clube tem o lema: “O gigante do bairro industrial!” .
Verifique em www.confiancase.hpg.ig.com.br
Verdade seja dita, a única coisa em que Pena era acima da média era na regularidade com que mudava de penteado rídiculo.

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Conheça o Barbarense – e lembre Luiz Gustavo

Luiz Gustavo da Silva de Avis foi um fenómeno efémero-mediânico. Jogou no Cruzeiro de BH, Brasil, veio para Lisboa para o Belenenses onde terá marcado uns golos, atraindo os responsáveis da Luz.

Como Martin Pringle, Gustavo revela apetência para o remate para fora. Joga 16 jogos no Benfica e é dispensado sem glória.

Acaba a carreira no União Agrícola Barbarense FC, do Brasil, ombreando com craques como Diego Biro-Biro ou Allan Euzébio, que obviamente aprenderam muito com a mediania ofensiva de Gustavo.

Em conjunto, desenvolveram carreiras absolutamente anónimas e inconsequentes.
Visite o clube em www.uniaobarbarense.hpg.ig.com.br


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